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Dra. Ana Beatriz Boffa

Laser, Radiofrequência ou Cirurgia: Qual o Melhor Tratamento para Varizes?

Entenda as diferenças entre laser endovenoso, radiofrequência e cirurgia convencional de varizes: indicações, recuperação e como a escolha é feita.

Por Dra. Ana Beatriz Boffa

Cirurgiã Vascular e Endovascular

Imagem: banco de imagens

Laser, Radiofrequência ou Cirurgia: Qual o Melhor Tratamento para Varizes?

Quem pesquisa tratamento de varizes hoje encontra uma lista de nomes que não existia há vinte anos: laser endovenoso, radiofrequência, espuma, cola. E uma dúvida natural: qual é o melhor?

A resposta desagrada quem quer simplicidade, mas é a verdadeira — não existe uma técnica superior às outras. Existe a técnica adequada para cada padrão de doença venosa. O que mudou de verdade nas últimas décadas não foi o surgimento de uma solução definitiva, e sim a possibilidade de escolher entre várias.

Imagem: banco de imagens

O que o exame precisa mostrar antes de qualquer escolha

Antes de falar em técnica, é preciso saber exatamente o que está doente. Isso vem do ultrassom doppler venoso, que mapeia:

  • Se há refluxo na veia safena magna, na safena parva ou em ambas
  • Em que extensão do trajeto o refluxo acontece
  • Se existem veias perfurantes incompetentes
  • O calibre e a profundidade das veias
  • Se o sistema venoso profundo está normal

Duas pessoas com pernas visualmente parecidas podem ter mapas completamente diferentes. É por isso que tratamento de varizes não se decide por foto.

Termoablação: laser e radiofrequência

As duas técnicas seguem o mesmo princípio: um cateter é introduzido dentro da veia doente e aplica calor na parede do vaso, fechando-o por dentro. A veia doente deixa de conduzir sangue e é reabsorvida pelo organismo ao longo do tempo. 

A diferença entre elas está na forma de gerar calor — energia luminosa no laser, ondas de radiofrequência no outro. Na prática clínica, ambas apresentam resultados comparáveis, e a preferência costuma se dar por características da veia safena ao ultrassom.

O que muda em relação à cirurgia antiga: não há retirada da safena através de um corte na virilha. O acesso é por punção e por isso a recuperação é mais rápida e menos dolorosa.

Cirurgia convencional

A cirurgia clássica — que remove a safena e retira as varizes por pequenas incisões — não é ultrapassada. Ela continua sendo a escolha mais adequada em situações específicas: certos padrões anatômicos, veias muito tortuosas ou superficiais, casos em que a termoablação não é tecnicamente viável.

Em muitos casos modernos, aliás, as abordagens são combinadas: termoablação para a safena e microcirurgia para as tributárias dilatadas, no mesmo tempo cirúrgico.

Espuma e laser transdérmico

A escleroterapia com espuma guiada por ultrassom trata veias de médio calibre sem calor e sem corte, em consultório. É frequentemente usada como complemento, e às vezes como opção principal em pacientes com poucas veias. 

O laser transdérmico também é uma boa opção em pacientes que apresentam varizes superficiais e pequenas telangectasias

Como eu tomo a decisão na prática

Na consulta, considero:

  1. O mapa do doppler — o dado mais determinante
  2. Os sintomas e o estágio da doença venosa
  3. Suas condições clínicas e medicações em uso
  4. Cirurgias venosas prévias
  5. Sua rotina e disponibilidade para o pós-operatório
  6. Suas expectativas, discutidas abertamente

O plano final é explicado com as alternativas possíveis, o que esperar de cada uma e os riscos envolvidos, antes de qualquer decisão.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Dra. Ana Beatriz Boffa | Cirurgiã Vascular e Endovascular | CRM-SP 199300 | RQE 110234

DRA. ANA BEATRIZ BOFFA
CRM-SP 199300 | RQE 110234

Médica formada pela USP, com atuação em cirurgia vascular e endovascular.

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