Laser, Radiofrequência ou Cirurgia: Qual o Melhor Tratamento para Varizes?
Entenda as diferenças entre laser endovenoso, radiofrequência e cirurgia convencional de varizes: indicações, recuperação e como a escolha é feita.

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Laser, Radiofrequência ou Cirurgia: Qual o Melhor Tratamento para Varizes?
Quem pesquisa tratamento de varizes hoje encontra uma lista de nomes que não existia há vinte anos: laser endovenoso, radiofrequência, espuma, cola. E uma dúvida natural: qual é o melhor?
A resposta desagrada quem quer simplicidade, mas é a verdadeira — não existe uma técnica superior às outras. Existe a técnica adequada para cada padrão de doença venosa. O que mudou de verdade nas últimas décadas não foi o surgimento de uma solução definitiva, e sim a possibilidade de escolher entre várias.

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O que o exame precisa mostrar antes de qualquer escolha
Antes de falar em técnica, é preciso saber exatamente o que está doente. Isso vem do ultrassom doppler venoso, que mapeia:
- Se há refluxo na veia safena magna, na safena parva ou em ambas
- Em que extensão do trajeto o refluxo acontece
- Se existem veias perfurantes incompetentes
- O calibre e a profundidade das veias
- Se o sistema venoso profundo está normal
Duas pessoas com pernas visualmente parecidas podem ter mapas completamente diferentes. É por isso que tratamento de varizes não se decide por foto.
Termoablação: laser e radiofrequência
As duas técnicas seguem o mesmo princípio: um cateter é introduzido dentro da veia doente e aplica calor na parede do vaso, fechando-o por dentro. A veia doente deixa de conduzir sangue e é reabsorvida pelo organismo ao longo do tempo.
A diferença entre elas está na forma de gerar calor — energia luminosa no laser, ondas de radiofrequência no outro. Na prática clínica, ambas apresentam resultados comparáveis, e a preferência costuma se dar por características da veia safena ao ultrassom.
O que muda em relação à cirurgia antiga: não há retirada da safena através de um corte na virilha. O acesso é por punção e por isso a recuperação é mais rápida e menos dolorosa.
Cirurgia convencional
A cirurgia clássica — que remove a safena e retira as varizes por pequenas incisões — não é ultrapassada. Ela continua sendo a escolha mais adequada em situações específicas: certos padrões anatômicos, veias muito tortuosas ou superficiais, casos em que a termoablação não é tecnicamente viável.
Em muitos casos modernos, aliás, as abordagens são combinadas: termoablação para a safena e microcirurgia para as tributárias dilatadas, no mesmo tempo cirúrgico.
Espuma e laser transdérmico
A escleroterapia com espuma guiada por ultrassom trata veias de médio calibre sem calor e sem corte, em consultório. É frequentemente usada como complemento, e às vezes como opção principal em pacientes com poucas veias.
O laser transdérmico também é uma boa opção em pacientes que apresentam varizes superficiais e pequenas telangectasias
Como eu tomo a decisão na prática
Na consulta, considero:
- O mapa do doppler — o dado mais determinante
- Os sintomas e o estágio da doença venosa
- Suas condições clínicas e medicações em uso
- Cirurgias venosas prévias
- Sua rotina e disponibilidade para o pós-operatório
- Suas expectativas, discutidas abertamente
O plano final é explicado com as alternativas possíveis, o que esperar de cada uma e os riscos envolvidos, antes de qualquer decisão.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.
Dra. Ana Beatriz Boffa | Cirurgiã Vascular e Endovascular | CRM-SP 199300 | RQE 110234

DRA. ANA BEATRIZ BOFFA
CRM-SP 199300 | RQE 110234
Médica formada pela USP, com atuação em cirurgia vascular e endovascular.
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